Artigos etiquetados com ‘referências’

Posters Antigos

4 de outubro de 2008

Alguns posters antigos retirados do livro Graphic Design 20Th Century.

Gustav Klimt

Poster de Gustav Klimt - 1898

Nesse poster de Gustav Klimt, pode-se observar a utilização de três cores, uma composição utilizando grande área de cor chapada, proporção áurea e grande destaque para o nome do designer. Contraste entre a ação da cena representada na parte superior - Teseu com todas as partes do corpo em diagonais - e a estaticidade da figura com a lança, à direita. A lança relaciona-se com os galhos das árvores criando uma conexão entre a cena e a figura estática. O escudo, circular, representa o rosto de um um monstro na posição frontal, com olhos que também são circulares. Na tipografia, a palavra SECESSION apresenta também duas formas circulares com proporção e afastamento similares ao dos círculos-olhos.

Johann Victor Krämer

Poster de Johann Victor Krämer - 1901

Johann Victor Krämer utilizou-se de uma composição completamente simétrica e equilibrada pelo eixo vertical central. É importante lembrar que posters são fixados muitas vezes em superfícies repletas de outras informações. Esse cartaz cria uma área de branco em torno do retângulo que contém a informação, criando um destaque para o mesmo, e o deixando em uma posição privilegiada, provavelmente na altura dos olhos dos leitores. Arrisco-me ainda a dizer que esse posicionamento lembra ainda um quadro numa parede. Os pequenos círculos vermelhos, além de reforçar a forma retangular, delimitam a área do cartaz e reforçam a proporção existente entre o cartaz e a caixa central, fazendo com que esta seja percebida mesmo quando o cartaz esteja fixado numa superfície branca.

Audrey Vincent Beardsley

Poster de Audrey Vincent Beardsley - 1894

Com muita inforação textual a ser transmitida, esse poster de Beardsley explicita formalmente como podia ser pensada a integração entre texto e imagem em antigos processos de impressão. O eixo central, como no cartaz anterior, desempenha importante papel na composição dividindo a área reservada à imagem da área reservada ao texto. A relação entre essas duas áreas ocorre pela posição da mulher olhando para a direita, das cores utilizadas e do elemento livro, na mão dessa mulher, produto anunciado. Um detalhe que me chamou a atenção foi a composição tipográfica abaixo da expressão /children’s books./: o desalinhadmento forma, com a contraforma, uma curva parecida com a curva da poltrona em que a mulher está sentada, só que numa superfície clara ao invés de preta.

Franz Laskoff

Poster de Franz Laskoff - 1901

Com uma semelhança assustadora ao poster anterior, esse destaca-se pela sua composição levemente desequilibrada e pela sóbria utilização dos azuis. Sua dimensão é 202cm x 144cm, fazendo com que a relação entre o espectador e a mulher lendo o jornal seja desproporcional. O cabelo, o traço da imagem, a posição da mulher, o objeto em mãos, a separação de áreas de cor; tudo isso me deixa impressionado e me faz pensar se Franz Laskoff já conhecia o poster de Beardsley, acima.  Não que eu esteja acusando-o de plágio, longe disso, mas a semelhança impressiona. Em contrapartida, a tipografia sobrepondo a imagem foi muito bem utilizada: estabelece eixos horizontais relativamente equilibrados, permitindo que a mulher, ainda que parada, seja impelida para frente devido às diagonais de seu vestido.

Ebook | Web Analytics - Uma visão brasileira

1 de setembro de 2008

Nesta semana trabalhamos no projeto gráfico do ebook Web Analytics - Uma visão brasileira. O ebook foi organizado pelo Ruy Carneiro e conta com a participação de várias pessoas do grupo webanalytics_brasil.

O ebook aborda os seguintes tópicos relacionados a Web Analytics:

  • Métricas, uma diferença fundamental que começa a ser priorizada
  • Mas afinal, o que é esse tal de Web Analytics
  • Web Analytics - Planejamento e Processo
  • O que medir e como medir
  • O Sabor das métricas
  • Pronto! O site foi publicado. E agora?
  • Implantando uma cultura de WA na sua empresa
  • Sua empresa está pronta para usar todo o potencial de Web Analytics?
  • Web Analytics como ferramenta de relacionamento com o cliente em quatro dicas
  • Behavioral Targeting - Targeting Comportamental
  • Usando Web Analytics como fonte de receita
  • Teste A/B
  • Landing Page e SEO
  • Obtendo dados além do clickstream: Pesquisas Online
  • Web Analytics e Mídia Online: Qual a importância das métricas no planejamento, gerenciamento e monitoramento da mídia online? Uma visão além do CTR.
  • Variáveis Econômicas que impactam na Indústria de Web Analytics
  • As métricas de uma vida - Homenagem a Jorge Faraco
  • Glossário de métricas e de Mídias Interativas

O prefácio do ebook conta com a participação de Jim Sterne, fundador da eMetrics Marketing Optimization Summit e um dos grandes nomes do cenário Web Analytics mundial.

O ebook Web Analytics - Uma visão brasileira possui uma licença CreativeCommons e pode ser copiado e distribuído livremente.

Vídeo | Zbig Rybczynski

5 de abril de 2008

Um pouco de tango para embalar o fim de semana.

Fiz o upload de um vídeo do Rybczynski e sai para uma festa de família. Quando cheguei em casa, vi um email do youtube informando a remoção do vídeo devido a uma notificação de terceiros da parte de Zbig Rybczynski. Uma rápida pesquisa no google vídeos e pronto… embedei o vídeo aqui.

Proteção de conteúdo em redes sociais é basicamente como enxugar gelo.

Posters Semi-Permanent

27 de março de 2008

o amor - the love
o amor - 1/3 - 2007

a chuva - the rain
a chuva - 2/3 - 2007

a flor - the flower
a flor - 3/3 - 2007

Estes três posters foram feitos no início de 2007 para o concurso anual de posters do evento Semi-Permanent.

Todas as imagens foram feitas utilizando um módulo de proporções idênticas e cores diferentes, o mesmo módulo que utilizei em uma pancada de muros e na exposição .acasacai., em 2006.

Este módulo tem a graça de formar essas coisas todas; flor, gota, coração, hélice de DNA. E possui imagens de um imperador Dom Pedro II, um cachorro com cabeça de menino e uma mulher gorda, que se entreolham dentro das composições. E escrito de um jeito mais assim ou assado:

A CHUVA
A
I

Os módulos me motivam por um motivo simples: sou feito de átomos.

No primeiro cartaz foram feitas correntes de corações vermelhos e azuis.

No segundo foi gerado um padrão cheio de gotas que, para não ficar bonitinho demais, foram coloridas de amarelo (R. Mutt - 1917) além do azul, que era de se esperar.

No terceiro e último, primavera.

O ensino nas universidades de design

17 de março de 2008

Grace Chee, sixth term. Untitled. Instructor Anthony Zepeda

A Art Center College of Design é uma universidade americana responsável por formar grandes nomes do design, ilustração, fotografia, etc.

Os trabalhos dos alunos da Art Center podem ser vistos no catálogo 2007-2008. Ao navegar pelo site da universidade é fácil perceber que existe uma preocupação dos alunos e professores em pensar o design. A proposta de educação da Art Center é bem clara e deveria ser seguida em todas as escolas de design:

When thinking of pursuing art or design as a career as well as a lifelong passion, ask yourself the difficult questions first. What messages do I want to send to the world as an artist or designer? Will my work really make a difference on a global level, and how?

A citação é do presidente da Art Center, Richard Koshalek, e está contida no catálogo disponibilizado acima. Ele fala também sobre a velocidade das mudanças no mundo contemporâneo e da importância dos designers e artistas em questões como: conflitos geopolíticos, planejamento urbano, mudanças culturais, etc.

Estudei por um tempo na escola de design da UEMG e minha experiência não foi das melhores. Grande parte dos professores de lá não compartilhavam esse pensamento. No meio acadêmico brasileiro existe uma antiga discussão sobre a influência da tecnologia no desenvolvimento dos processos e como isso interfere no resultado final do projeto.

Esse assunto é tratado por Richard Saul Wurman em um artigo/entrevista para a Design Quartely. Wurman escreve sobre como as pessoas lidam com a informação. Ele separa as pessoas em dois tipos: pessoas “o quê” e pessoas “como”. As pessoas “o quê” pensam sobre o que deve ser feito e o que pretendem com aquilo, já as pessoas “como”, são guiadas por um deslumbramento tecnológico e pensam sobre como fazer determinada coisa, deixando de lado a idéia em si.

Li o texto do Wurman quando estava no primeiro período da UEMG, durante a disciplina Processos de criação do professor Hugo Werner. Essa foi uma das únicas disciplinas que contribuíram para um pensamento mais crítico em relação ao design. O professor Hugo Werner estudou no Art Center College of Design e tentou compartilhar com os alunos alguma das experiências que viveu por lá, indo além da idéia passada pelos outros professores que, por incrível que pareça, não abordavam a questão “o quê” e nem “como”. Era algo completamente circular e sem objetivos, e podia ser comparado às aulas de educação artística que eu tive no ginásio.